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Publicado em 28/11/2018    59 Visualizações

O futuro de Prass

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O futuro de Fernando Prass é incerto, mas ele sabe exatamente o que deseja. Na reta final do Campeonato Brasileiro, o goleiro segue à espera de um contato do Palmeiras para negociar a renovação de seu vínculo, válido apenas até o próximo dia 31 de dezembro.

Aos 40 anos, ansioso com o clima de indefinição, Prass se sente em boas condições físicas e classifica o momento atual como um dos melhores da carreira. Convicto, o goleiro confia na possibilidade de brigar com Weverton e Jailson para retomar a posição de titular em 2019 e não levou adiante as sondagens de outros clubes.

Prass evitou comentar a possibilidade de defender um rival, mas deixou claro que a continuidade da carreira independe da renovação. “Vou jogar, no mínimo, por mais dois anos e quero que seja no Palmeiras. Agora, se o Palmeiras não renovar comigo, não vou me aposentar”, avisou, quando questionado sobre a chance de atuar por Corinthians, São Paulo ou Santos.

 

O diretor de futebol Alexandre Mattos renovou com o Palmeiras por mais três anos na última terça-feira, o que deve acelerar a formatação do elenco para 2019 – Jailson também tem contrato até o fim do ano. Ídolo da torcida, ganhador da Copa do Brasil (2015) e do Campeonato Brasileiro (2016 e 2018), Prass tem 263 jogos pelo clube. E quer aumentar a cifra.

Gazeta Esportiva: Você tem contrato até o final do ano e já manifestou o desejo de renovar com o Palmeiras. Como vem administrando a questão nessa reta final de temporada?
Fernando Prass: Quando tem uma situação de renovação de contrato, o jogador fica ansioso, ainda mais um que quer ficar no clube. Se não quisesse ficar, estaria pouco me lixando para renovar ou não. Seria até melhor não renovar, porque ficaria livre para assinar com outro clube. Mas eu quero ficar no Palmeiras, quero muito ficar. Até agora, não tenho sinalização nenhuma (por parte do clube). Domingo, acaba (o Campeonato Brasileiro) e vou cumprir meu contrato. Segunda, saio de férias para curtir com minha família e, aí, vou ver o que acontece.

Gazeta Esportiva: No Palmeiras, há uma concorrência acirrada entre os goleiros. Ter uma chance maior de jogar em outro clube é algo que você levaria em conta em uma eventual negociação, já que está na parte final da carreira?
Fernando Prass: Não, até porque nada garante que eu vá jogar em outro clube e nada garante que eu não vá jogar aqui. Cada ano é um ano novo e nunca vou baixar a guarda. Vou sempre dar o meu melhor e acho que tenho condições tanto físicas, como técnicas. Estou me sentindo muito bem, em um dos melhores momentos da minha carreira. As pessoas só veem o que acontece dentro das quatro linhas, mas quem acompanha o dia a dia do clube pode até falar melhor do que eu. Nunca vou pautar minha escolha por isso.

Gazeta Esportiva: Você já teve sondagens de outros clubes?
Fernando Prass: Já tive, mas isso é só a partir de segunda. Até acabar o campeonato, a cabeça é toda no Palmeiras.

Gazeta Esportiva: Você aceitaria renovar o contrato nos mesmos moldes do compromisso atual?
Fernando Prass: Meu problema no Palmeiras nunca foi tempo de contrato nem valor. Quando cheguei, o clube estava mal financeiramente. Hoje, está muito bem e meu salário é menor do que aquele que eu ganhava na Série B. Não é esse o problema. Minha decisão de ficar é muito mais uma questão de me sentir importante e querido aqui. Vou ficar no Palmeiras se eu vir que as pessoas querem que eu fique. Se as pessoas não quiserem que eu fique, não tem problema nenhum. Vou seguir meu caminho, mas, mais do que parte financeira e tempo de contrato, é isso: me sentir importante para o clube.

Gazeta Esportiva: Sei que é difícil, mas você consegue estimar por quanto tempo pretende seguir em atividade?
Fernando Prass: É difícil estimar mesmo, porque tem muita coisa: lesão, parte mental… Se tivesse que apostar, garanto que, menos de dois anos, eu não jogo. Depois, não posso prever.

Gazeta Esportiva: Você toparia jogar por um rival do Palmeiras?
Fernando Prass: Eu vou jogar, no mínimo, por mais dois anos e quero que seja no Palmeiras. Agora, se o Palmeiras não renovar comigo, não vou me aposentar. E, a partir daí, não sei o que vai acontecer. Onde vou jogar, se vou jogar em rival, se não vou jogar em rival. Aí, é uma outra coisa que vou ter que pensar mais adiante.

Gazeta Esportiva: Ou seja, você prefere não fechar portas…
Fernando Prass: Eu penso em ficar no Palmeiras. Seria uma situação hipotética se eu respondesse: “Ah, eu jogo por rival” ou “Ah, eu não jogo por rival”. Não vou trabalhar em cima disso. Eu trabalho em cima do contrato que tenho até o final do ano, se vou ser procurado para renovar ou não. Aí, na semana que vem, se não for procurado para renovar, posso te responder essa pergunta, porque já vou ter pensado nisso.

Gazeta Esportiva: Você já imagina o que fazer após encerrar a carreira? Se vê em uma posição parecida com a do Zé Roberto, que exerce uma função administrativa?
Fernando Prass: Não penso no que vou fazer ainda. Depois de 26 anos no futebol, é difícil me ver em alguma coisa fora do esporte. Mas ainda não tenho claro na minha cabeça o que vou fazer quando parar.

 

FONTE: Gazeta Esportiva






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