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Publicado em 04/12/2018    81 Visualizações

De férias, Marcos Rocha usa o telefone para tomar decisões e dar ordens; sua lista final de nomes do secretariado terá surpresas

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Não é fácil ter um governo liderado por um militar, acostumado á caserna, a acordar cedo e começar as ações do dia antes mesmo do sol nascer. Aqui em Rondônia, já vamos sentir isso no primeiro dia do próximo governo, quando o Coronel Marcos Rocha assumir o comando do Estado. O 1º de janeiro é ainda um dia de festa. Ela começa ao anoitecer do 31 de dezembro e atravessa a noite e a madrugada. Muita festa pelo Ano Novo. Comida, bebida, dança, alegria, comemoração. Tudo isso para se receber o 2019 que vai chegar. Mas é bom lembrar, principalmente para quem vai acompanhar a troca de Governador, que esse ano tudo será diferente. Exatamente às oito e meia da manhã (isso mesmo, poucas horas depois de iniciado o novo ano, duas horas depois do sol nascer e ao mesmo tempo em que milhares de “festeiros” ainda nem chegaram em casa), começará a solenidade de posse de Rocha, no Teatro Palácio das Artes. Lá deverão estar pelo menos mil pessoas, das que gravitam em torno do poder e das que não querem perder um momento histórico como esse. Poxa, Coronel, não dá pra mudar esse horário da “madrugada” do primeiro do ano para o final da tarde, pelo menos? Não seria mais lógico e de bom senso? Começar um governo com grande parte dos convidados bocejando e quase caindo no sono, é mesmo o melhor jeito de abrir um novo governo? Ainda há tempo para mudar...

COBRANÇAS TELEFÔNICAS

Férias? Só em parte. Na verdade, o governador eleito de Rondônia permanece no Rio de Janeiro até 12 deste dezembro – quarta-feira da próxima semana – mas está longe de ficar apenas descansando. Pelo menos do anoitecer até tarde da noite, Marcos Rocha fica no telefone, conversando com importantes membros da sua equipe, que hoje fazem parte da turma da transição. Quer saber mais detalhes, questiona sobre todas as questões mais importantes discutidas, durante o dia, no oitavo andar do Palácio Rio Madeira/CPA, onde atua o grupo da transição. Toma decisões, dá ordens, pede novos informes, esmiúça questões das quais quer ter pormenores. Os poucos dias em que está afastado de Rondônia, de jeito algum significam um distanciamento das questões do futuro governo. Diariamente, Rocha tem exigido relatórios detalhados sobre as questões que considera importantes. Ao mesmo tempo, vai montando sua equipe de governo, na sua cabeça, sem dar qualquer informação segura sobre ela. Um importante assessor do futuro Governador disse à coluna, nessa semana: “ninguém tem certeza sobre nenhum nome. Está tudo na cabeça dele (do Coronel) e ele não fala nada. Alguns poucos nomes já saíram na mídia. Mas os próximos a Marcos Rocha dizem que haverá grandes surpresas na relação final do secretariado. Esperemos para ver. Dia 18 ele deve anunciar seu time completo.


FONTE: Sergio Pires






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