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Publicado em 07/01/2019    79 Visualizações

Ceará registra ataques a ambulância, Câmara e rádio no interior do estado ]

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A madrugada desta segunda-feira (7) registrou ao menos três ataques na cidade de Icó, a 365 km de Fortaleza. É o sexto dia seguido que o estado registra ataques violentos. O número de ataques contabilizados no estado já passou de 100, segundo disseram ao UOL policiais ligados à investigação da onda de violência, e chegou a ao menos 32 cidades.

O número de ataques indicado pelos policiais não é confirmado oficialmente pela Secretaria da Segurança Pública. A pasta afirmou, porém, que ao menos 110 suspeitos de participar dos ataques foram presos. Desse total, 76 são adultos e 34 adolescentes. Um contingente de 300 agentes da Força Nacional foi enviado ao Ceará e começou a reforçar a segurança no sábado (5).

O governo do Ceará iniciou no domingo a transferência de presos suspeitos de comandar a onda de ataques. O governo federal disponibilizou 60 vagas em presídios federais para os líderes das ações. Segundo o governo estadual, um dos chefes de facção já foi transferido, e outros 20 presos devem ser levados nas próximas horas.

Por volta de 1h da manhã, um caminhão-caçamba que prestava serviço à prefeitura de Icó foi incendiado. Três horas depois, criminosos atacaram simultaneamente o prédio da rádio da cidade e a sede da Câmara Municipal e fizeram disparos contra as portas.

Também aproximadamente à 1h, na cidade de Reriutaba, a 278 km ao oeste da capital, homens chegaram em uma caminhonete e incendiaram uma ambulância que estava no pátio do hospital municipal. O veículo ficou completamente destruído.

A SSPDS (Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará) informou ainda está fazendo levantamentos de ocorrências durante a madrugada no estado. Até a madrugada de ontem, três suspeitos haviam sido mortos pela polícia. Durante trocas de tiros, um policial foi ferido na mão e não corre risco de morrer. 

Para Cláudio Justa, presidente do Conselho Penitenciário do Ceará, a tendência é que os ataques cessem na Grande Fortaleza. "Tudo indica que a estratégia do crime agora é a interiorização dos ataques em razão da saturação de policiamento na região metropolitana. É mais difícil de combater, é as facções têm muita capilaridade", diz.

 


FONTE: OUL






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