DETALHES DA NOTÍCIA


Publicado em 06/03/2019    271 Visualizações

Governador Coronel Marcos Rocha está numa sinuca de bico em relação à greve dos agentes penitenciários de Rondônia

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O governo Marcos Rocha está numa verdadeira sinuca de bico, em relação à greve dos agentes penitenciários, aliás uma categoria que, desde que foi criada, vive no entorno das suas reivindicações de salários e direitos, deflagrando vários movimentos em poucos anos. Se o governo atender as exigências deste grupo de servidores, já que aceitou o enfrentamento, porque diz não ter como cumprir o que querem esses servidores, em função de falta de orçamento, terá que fazer o mesmo com várias outras categorias. Poderá surgir um efeito cascata incontrolável, ao ponto de paralisar o Estado.

É um risco apenas, mas o risco existe.

De outro lado, ao não aceitar as exigências dos agentes, a área da segurança fica fragilizada, na medida em que cada vez mais policiais militares terão que ser deslocados para cuidar dos presídios, enquanto apenas 30 por cento dos agentes trabalham. Marcos Rocha tem dito que não tem como pagar o que pede a turma que cuida dos presídios.

Uma fonte importante do governo comentou que a greve já estava desenhada e planejada bem antes da nova administração assumir, “mesmo a categoria sabendo que não haveria recursos para que o pagamento fosse feito”. Não é mais apenas uma batalha entre governo e agentes: é uma situação que põe em perigo a segurança pública, fragilizada com o deslocamento de policiais militares para cuidar dos presídios e, ainda assim, apenas durante o dia. Não é de graça que várias fugas foram registradas nos últimos dias.

Queiram ou não, elas servem de pressão para cima do governo. A cobrança, sem dúvida, não será feita sobre os agentes.

Além disso, ao que parece, o assunto começa a extrapolar questões trabalhistas para se tornar também uma rusga política, já que o principal líder dos agentes é o deputado reeleito Anderson Ferreira, até há pouco comandante da categoria e que certamente será uma adversário duro de Rocha e seu governo no parlamento.

Caso as reivindicações dos agentes sejam atendidas, pode-se imaginar quando os professores (alguém merece mais do que eles?) com seus salários pífios,  e com a  distância abissal do que seria o correto, começarão também a se mobilizar, pedindo aumento e outras vantagens! E os policiais, cujos vencimentos ainda estão longe da realidade?

Aqueles que atuam em setores vitais, como os da saúde pública, não teriam direito também de exigir mudanças salariais, melhores condições de trabalho e outras reivindicações para lá de necessárias? Aliás, todas as categorias de servidores, incluindo os agentes, é claro, entre os cerca de 50 mil que atuam em Rondônia (excluindo-se aí, obviamente, os CDS), vão querer e merecer reajuste.

E o Governo vai quebrar, porque só viverá para pagar salários de funcionários e deixará os demais 1 milhão e 550 mil rondonienses sem atendimento, sem melhorarias na vida de todos, por absoluta falta de recursos. O Brasil está sepultando a República Sindicalista, felizmente. Menos no serviço público.

GUAJARÁ: NÃO SE ENTRA, NÃO SE SAI...

Infelizmente, as piores previsões se confirmaram: a ponte sobre o rio Araras está com uma cobertura de água que torna impossível a passagem de qualquer veículo. O final de semana, uma obra emergencial do Dnit ainda manteve a ponte aberta por algumas horas. Na noite de segunda-feira, contudo, o rio voltou a subir e não há mais como manter a ligação por terra, sem que os veículos e seus passageiros corressem grandes riscos. O bom senso alerta para que a BR 425, naquele ponto, seja interrompida até pelo menos a tarde desta quarta, quando obras do Dnit que a eleva esteja concluídas.  Desde esta terça e não se sabe até quando, aquela região corre o risco de ficar isolada  do restante do Estado, pois não tem como chegar à BR 364, de quem sai da cidade ou outra alternativa, para se chegar a Guajará, para quem vai para lá. O transporte de doentes para a Capital, por exemplo,  nesse caso só poderão ocorrer por via aérea. O Estado deve investir algo em torno de 300 mil reais só para que as aeronaves façam esse trabalho. Enquanto isso, em Porto Velho, a cheia já atingiu toda a área do centro  próxima ao rio Madeira. Já é a segunda maior enchente dos últimos anos na cidade, só superada por aquela, gigantesca, de 2014.

UMA RODOVIÁRIA PARA AVIÕES

O rondoniense paga a segunda passagem aérea mais cara do país. Tem poucos voos para atendê-lo. Tem um aeroporto com cara de rodoviária, já que, entre outras coisas  ridículas,  é um dos únicos que se conhece em que não se consegue enxergar as aeronaves estacionadas no pátio. Tem uma área de alimentação que deve bater recordes de preços, como, aliás, na maioria dos aeroportos do país, nesse quesito. É deficiente a ponto de que a pista de pouso e decolagem pertencerem à Base Aérea de Porto Velho e não ao próprio aeroporto. Localizado numa região de fronteira, não tem alfândega e, por isso, não pode receber voos internacionais e nem permite que aviões saiam daqui para países vizinhos. Depois de quase quatro décadas da invenção, recebeu no ano passado um sistema – o ELO -  em que o passageiro sai do terminal e entra na aeronave sem se molhar ou ficar exposto ao sol. As coisa acontecem com tanta lentidão, que parece que há sapos enterrados em profusão no aeroporto Jorge Teixeira, porque todos os planos para ele não funcionam direito. A última reforma mudou aqui e ali, mas na essência, deixou todos os problemas de sempre. Entidades empresariais fazem parceria com o governo estadual, para implantar a alfândega e receber os voos internacionais. Mas só isso não basta, Há um longo caminho ainda para termos um aeroporto digno de uma Capital como a nossa. No geral, somos uma espécie de rodoviária para aviões. Não mais que isso.

 

FONTE: RONDONI DINAMICA






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