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Publicado em 13/03/2019    124 Visualizações

Carros de luxo são apreendidos em operação contra desvios no Conselho Regional de Odontologia de RO

Sete veículos foram levados ao pátio da PF, em Porto Velho. Uma moto também acabou apreendida.
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A Polícia Federal (PF) apreendeu oito carros, quatro deles de luxo, durante a Operação Diarista, deflagrada nesta terça-feira (12), para combater desvios de verbas dentro do Conselho Regional de Odontologia de Rondônia (CRO-RO). Sete mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Porto Velho e Cacoal (RO), cidades onde o CRO têm escritórios.

Em nota, a PF informou que havia representado na Justiça o pedido de autorização antecipada para que os veículos comprados com dinheiro desviado fossem devolvidos ao CRO. O juiz atendeu a solicitação e, nesta terça, sete mandados de busca e apreensão foram cumpridos.

 

O que se sabe até agora:

 

 

  • A ex-diretoria do CRO desviou mais de R$ 800 mil
  • As retiradas ilegais começaram em 2015
  • 2018 foi o ano com mais desvios: R$ 358 mil retirados
  • O dinheiro desviado era obtido por meio das contribuições pagas pelos dentistas de RO
  • A corrupção cresceu 349% dentro do CRO em quatro anos
  • 8 carros foram comprados pelo grupo, alguns de luxo
  • Todos os 8 carros foram apreendidos
  • A PF também apreendeu uma moto com os suspeitos

 

Os ex-diretores do Conselho podem responder pelos crimes de peculato, associação criminosa e falsidade ideológica, com penas que, se somadas, podem chegar a 20 anos de reclusão.

O CRO ainda não se manifestou sobre a operação. Os valores dos veículos apreendidos ainda não foram divulgados.

Início da investigação

 

As investigações começaram com uma denúncia protocolada pela atual gestão do CRO, após a identificação de fraudes no pagamento de diárias fictícias aos dirigentes e saques indevidos pela gerente executiva do conselho. Os valores podem chegar a R$ 1,5 milhão.

Inicialmente eram desviados, através da antiga presidência, valores a partir de R$ 2 mil ao mês, chegando até R$ 8,8 mil em um mês. Ao todo, em 2015, foram desviados R$ 79.700,00.

A operação da PF aponta que, depois de 2015, os desvios cresceram gradativamente dentro do Conselho. Em janeiro de 2016, por exemplo, foram retirados ilegalmente R$ 11.600 e em dezembro do mesmo ano chegou ao primeiro recorde: R$ 49.200,00 desviados.

O novo pico nos desvios ocorreu em agosto de 2018, atingindo o recorde histórico nas retiradas clandestinas: R$ 60.795,00 em um único mês.

 

A investigação aponta que em 2018, o então presidente teria recebido cerca de 500 diárias, superando o número de dias do calendário, causando prejuízo estimado em mais de R$ 350.000.

 
Moto apreendida para ser devolvida ao CRO — Foto: PF/Divulgação

FONTE: G1






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