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Publicado em 13/03/2019    88 Visualizações

Liderança indígena denuncia coordenador regional da Funai

O cacique Marcelo Cinta Larga, líder da etnia Cinta Larga e membro do Movimento Indígena do Brasil, reclama de perseguição por parte da..
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Cacique Marcelo Cinta Larga, líder da etnia Cinta Larga e membro do Movimento Indígena do Brasil (Divulgação)

O cacique Marcelo Cinta Larga, líder da etnia Cinta Larga e membro do Movimento Indígena do Brasil, reclama de perseguição por parte da chefia da Coordenadoria Regional da Funai (Fundação Nacional do Índio) em Cacoal. De acordo com o cacique, os índios sofrem intimidação por parte do coordenador Paulo Ricardo Souza Prado, que estaria processando a liderança que faz cobrança quanto a inoperância do órgão.

Para o líder, a Funai tem dever e obrigações com os povos indígenas no sentido de promover a defesa e a qualidade de vida. “Mas o que vem acontecendo foge dos objetivos (da Funai) que não atendem às necessidades do povos indígenas e não permite as reivindicações”, considerou.

O Cinta Larga disse que responde a inquérito policial por conta de reivindicações que fez em favor de seu provo. “Ele (Paulo Ricardo) é fechado ao diálogo e não permite abertura para fazermos as reivindicações coletivas e individuais, que são prerrogativas da liderança indígena”, justificou.

Marcelo Cinta Larga se refere a uma reunião que ocorreu em 23 de agosto do ano passado, das etnias Cinta Larga (Espigão do Oeste), Suruí (Cacoal) e Gavião (Ji-Paraná) com a coordenadoria regional da Funai em Cacoal, onde os índios reivindicavam direitos de saúde, educação, demarcação e reaviventação de terra indígena. Na ocasião, as discussões foram firmes com momentos de tensão, o que é natural em reivindicações.

Conforme a ação, o coordenador da Funai denunciou que foi ameaçado e humilhado pelos indígenas. Paulo Ricardo não foi ouvido pela reportagem porque está em viagem de férias.


FONTE: DIÁRIO DA AMAZÔNIA






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