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Publicado em 04/04/2019    200 Visualizações

Operação Puçá desarticula quadrilha que transportava drogas entre três estados pelo Rio Paraná

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Uma operação policial realizada nesta quarta-feira (3) prendeu nove pessoas investigadas pelos crimes de tráfico de drogas e associação ao tráfico entre os estados de Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo praticados utilizando como meio logístico para o transporte dos entorpecentes a navegação noturna pelo Rio Paraná.

As investigações, que levaram o nome de Operação Puçá, foram encabeçadas pela Polícia Civil do Estado de São Paulo, em Rosana (SP), e tiveram início há oito meses.

Nesta quarta-feira (3), além das nove prisões, a operação também cumpriu 14 mandados judiciais de busca e apreensão nas cidades de Batayporã (MS), Nova Andradina (MS), Nova Londrina (PR), São Pedro do Paraná (PR), Paranavaí (PR), Bauru (SP) e Rosana, com apoio de efetivos da Polícia Civil dos estados vizinhos de Mato Grosso do Sul e do Paraná, através da Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc).

As prisões temporárias inicialmente por 30 dias, mas podendo ser prorrogadas por igual período, foram expedidas pela Justiça, através do Fórum da Comarca de Rosana, e atingiram nove homens e uma mulher.

O delegado responsável pela operação, Ramon Euclides Guarnieri Pedrão, explicou ao G1 que a quadrilha atuava havia pelo menos um ano e meio no trabalho logístico de transporte de drogas oriundas do Paraguai através da travessia do Rio Paraná com embarcações entre os estados de Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo.

“A quadrilha prestava serviços ao tráfico, na logística de transporte pela travessia fluvial do Rio Paraná, e recebia o pagamento em dinheiro ou até mesmo em drogas para a revenda”, salientou Pedrão ao G1.

“Era mais seguro para eles transportar as drogas pelo Rio Paraná, sempre no período noturno. Eles faziam a travessia com muita tranquilidade, utilizando velozes botes motorizados, que eram discretos e não chamavam a atenção de eventuais pescadores que estivessem em atividade no rio”, detalhou o delegado ao G1.

 

Segundo Pedrão, os traficantes navegavam sempre pelo trecho do Rio Paraná que fica abaixo da usina hidrelétrica de Porto Primavera, em Rosana.

Sem estimar uma quantidade de drogas, as investigações identificaram que as travessias transportavam grandes carregamentos de maconha e haxixe, durante pelo menos um ano e meio de atuação, entre as cidades de Batayporã, São Pedro do Paraná, Guaíra (PR) e Rosana.

Em média, o grupo realizava até duas travessias do Rio Paraná, por mês, com drogas.

Depois da travessia do rio em embarcações, as drogas ainda seguiam para o seu destino final em veículos através do transporte terrestre.

“Era um grupo bastante articulado, com hierarquia estruturada e divisão de tarefas. Cada um tinha uma função. Os integrantes conhecem muito bem a região e o Rio Paraná. Eles realizavam o transporte e a distribuição das drogas”, contou Pedrão ao G1.

Como o chefe do grupo tem o apelido de “Borboleta”, a operação recebeu o nome de puçá em referência ao instrumento de rede utilizado para a captura deste tipo de inseto.


FONTE: G1 Presidente Prudente

Aos leitores, ler com atenção

*Este site acompanha casos policiais. Todos os conduzidos são tratados como suspeitos e é presumida sua inocência até que se prove o contrário. Recomenda-se ao leitor critério ao analisar as reportagens.*







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