DETALHES DA NOTÍCIA


Publicado em 04/04/2019    116 Visualizações

Falar em palanque de campanha é uma coisa, cumprir o prometido à população, daí é outra

Compartilhar

Seis dos oito deputados federais de Rondônia votaram na sessão desta terça, na Câmara, quando se discutia projeto de autoria do jovem deputado gaúcho Marcel Van Hatten, do Partido Novo. Num resumo, a proposta dava opção aos partidos políticos para devolverem ou não o chamado Fundo Eleitoral. O Partido Novo recebeu vários depósitos de dinheiro público para usar na campanha política, mas não aceitou um só centavo. A grana está guardada numa conta, esperando que possa ser devolvida de onde saiu. O problema é que, caso mande de volta, a verba do Novo seria redistribuída para todos os demais partidos, ou seja, a meta de que dinheiro público tem que voltar para os cofres federais, para serem usados em benefício da população, seria corrompida. Van Hatten, então, apresentou a proposta, simples e objetiva, que, se imaginava, seria apoiada pela ampla maioria dos políticos, todos discursando que estamos em novos tempos no Brasil e que as coisas precisam mudar. O que deu no final, mostra que discurso é uma coisa; palanque é uma coisa e prática é outra, bem diferente. A proposta foi derrotada por 294 contrários e 144 favoráveis. Metade da bancada do presidente Bolsonaro, o PSL, aqueles mesmos eleitos sob o juramento de um Brasil diferente, votou contra, exigindo que o dinheiro não usado, retorne aos cofres dos outros partidos. Da bancada federal de Rondônia, votaram a favor do projeto de Van Hatten, apenas três deputados: Léo Moraes, Mariana Carvalho e Mauro Nazif. Foram contrários: Jaqueline Cassol, Expedito Neto e Silvia Cristina. Lúcio Mosquini e o Coronel Chrisóstomo não estiveram presentes à votação.

O Fundo, no total, chega a quase 900 milhões de reais. Os grandes partidos se esbaldam, recebendo cifras milionárias, como se o brasileiro comum, que banca tudo isso, já não esteja desesperado o suficiente por ter que sustentar tanta gastança, às custas do seu suor. Até o final deste março, o Partido Novo já recebeu perto de 4 milhões de reais do Fundo Partidário, outro absurdo criado para usar dinheiro público para fazer política. Não tocou em um só centavo. Enquanto todos os demais (exceção também ao PSTU, que, não serve para nada, na politica brasileira) enchem os bolsos com a grana dos tributos do povão, o Novo quer devolver aos cofres públicos todo esse dinheiro. Não consegue. Se devolver, vai é abastecer os mesmos cofres que, considera, já estão cheios demais. O Novo não considera correto que partidos vivam do imposto das pessoas comuns. “É preciso que cada legenda se sustente com valores arrecadados de seus afiliados”, resume o programa do partido, nesse quesito. A chance de mudar essa situação absurda caiu no colo dos políticos. A grande maioria optou por esbaldar-se na grana. Afinal, discursar em palanque eleitoral é uma coisa; cumprir o que prometeu ao eleitorado, bem, aí já é coisa completamente diferente...


FONTE: Jornal Rondônia Vip






  • COMENTÁRIOS DO FACEBOOK

    PUBLICIDADE