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Publicado em 11/04/2019    172 Visualizações

Por problemas financeiros, jovens investem no próprio negócio

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Em busca da independência financeira, jovens de Guajará-Mirim (RO), município a pouco mais de 330 quilômetros de Porto Velho, estão cada vez mais presentes no mundo dos negócios. Segundo o último censo do IBGE, realizado em 2016, mais de 40% dos moradores de Guajará-Mirim têm entre 15 e 39 anos.

Ainda de acordo com o último censo do IBGE, apenas 9,5% dos moradores têm renda mensal de dois salários-mínimos, o que vem incentivando os jovens a dar início ao próprio negócio.

Conforme um levantamento feito em janeiro deste ano pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a ideia de se tornar um empreendedor já está presente bem cedo, tanto que um em cada três empresários já tinham algum tipo de pensamento nesse sentido antes de completar 18 anos na cidade.

 

Marmitas Fit

 

Há pouco mais de um mês, os estudantes e namorados, André Azulay, de 34 anos, e Aryanna Mota, de 24 anos, investiram na área alimentícia. Tudo começou por incentivo de atividades físicas. Hoje, as vendas acontecem principalmente pelas redes sociais.

"A gente fazia academia e, por conta das ocupações diárias, não conseguia ter uma boa alimentação. Então a minha namorada deu a ideia de fazer marmitas congeladas para a gente comer quando chegasse em casa", disse André.

 
Marmitas Fit começou por incentivo de atividades físicas.  — Foto: Reprodução/Rede AmazônicaMarmitas Fit começou por incentivo de atividades físicas.  — Foto: Reprodução/Rede Amazônica

Negócio surgiu a partir de um hábito alimentar do casal. Por serem estudantes o empreendedorismo é vantajoso, já que eles tem a liberdade de escolher o horário de trabalho.

"A vantagem de ter o seu próprio negócio é ter a liberdade de fazer o que quiser. Por exemplo, nós que somos estudantes não podemos ter um emprego com horário fixo, e ter o próprio negócio ajuda na questão do horário, porque posso trabalhar de noite e até mesmo de madrugada", contou Aryanna.

A comida é feita para pessoas que pretendem ter uma alimentação saudável e rica em proteínas. O cardápio é variado, contendo tipos diferentes de carnes como peixes, frango e boi. Por tratar-se de uma alimentação equilibrada, os alimentos são pesados antes de serem entregues ao consumidor.

 

Caçarola Dú Corte

 

Há três anos, Lucas Araújo, de 25 anos, resolveu montar uma barbearia. Ele passou a investir em cursos profissionais e também construiu o próprio salão, um lugar que oferece ao cliente bebidas e um espaço confortável.

"Eu tive alguns imprevistos e por causa disso eu decidi empreender. No começo não foi fácil, pensei em desistir, mas quem quer tem que correr atrás, então eu continuei. Faço sempre cursos para dar um serviço de qualidade aos meus clientes", explicou Lucas.

O que o motivou a empreender foi a falta de dinheiro. Atualmente, Lucas tem o próprio salão e uma clientela consolidada. Os cortes são masculinos e o preço varia conforme a tabela.

 

Brechó da Tainara

 

"Eu estava desempregada. Então decidi pegar as roupas minhas e das minhas amigas, tirei fotos e postei nas redes sociais. Vendi todas as peças. Foi ai que eu percebi que poderia ganhar um dinheiro extra", comentou Tainara Rocha.

Com apenas 23 anos, Tainara conta que como não conseguia arrumar um emprego, começou a vender roupas usadas junto com as amigas. Há cinco anos montou um brechó.

 
Há cinco anos, Tainara Rocha, de 23 anos, abriu um brechó.  — Foto: Reprodução/Rede AmazônicaHá cinco anos, Tainara Rocha, de 23 anos, abriu um brechó.  — Foto: Reprodução/Rede Amazônica

Com as receitas do brechó, ela conta que conseguiu reformar a casa onde mora e ainda manter a filha.

Atualmente, está trabalhando de carteira assinada e mesmo assim decidiu manter o brechó, pois ele oferece uma renda extra.


FONTE: G1 Guajará-Mirim e Região






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