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Publicado em 12/04/2019    170 Visualizações

Crianças para enfrentar a polícia: a tática aprendida com a Liga dos Camponeses Pobres

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Houve momentos de tensão e perigo, nesta quinta, quando a Polícia Rodoviária Federal, com apoio de outras forças policiais, foi convocada para desobstruir a BR 364, na Ponta do Abunã, que estava fechada há quase 60 horas, impedindo o trânsito normal na ida e vinda de Rondônia e Acre. Embora a reivindicação dos pais dos estudantes seja a mais justa (eles querem apenas que seus filhos tenham transporte coletivo para poder chegar às escolas), alguns líderes decidiram radicalizar o movimento, ao ponto e usar táticas de guerrilha, praticadas por grupos que agem próximo ao terrorismo, como a famigerada Liga dos Camponese Pobres (LCP). Algumas crianças chegaram a ser colocadas na linha de frente, esperando a chegada da polícia. Ora, isso é um absurdo, porque num confronto que se desenhava – e pelo menos até o início da noite desta quinta, felizmente não havia acontecido – os pequenos poderiam ser atingidos. E isso seria algo execrável. Certamente quem criou um absurdo desses, não pensou verdadeiramente nos pequenos, os utilizando de forma vil e extremente perigosa. Além disso, índios que vivem na região também foram chamados para participarem da confusão. Ou seja, convocar crianças e índios é um ótimo meio de criar uma atração midiática, ao mesmo tempo que serve para confrontar a lei e a decisão judicial que mandou desobstruir a rodovia. Ambos sempre terão o apoio da maioria das pessoas. Ignorar os perigos que os menores e indígenas podem estar correndo, porque a Polícia Rodoviária vai cumprir a decisão da Justiça Federal, é criar um risco desnecessário de que possa haver confronto e causar ferimentos naqueles que deveriam, mais que tudo, serem protegidos.

Os pais já deram seu recado. Todos já sabem do drama que seus fillhos estão vivendo. Ponto final. A partir de agora, ao serem manobrados por irresponsáveis (esses, certamente, não colocam seus próprios fihos na primeira fila do enfrentamento, mas apenas incentivam que outros pais o façam), os que lideram o movimento, correm o risco de perder toda a razão que têm, nesse triste e lamentável evento. A culpa de tudo é da administração pública, que não consegue resolver um problema que se arrasta há anos e que há anos já deveria estar solucionado. Mas, ao utilizar meios ilegais, como fechar uma rodovia federal, o que é uma afronta à lei e ao direito de ir e vir de todos, os pais começam a perder a razão. Ao aceitar colocar seus filhos sob risco, ouvindo conselheiros irresponsáveis, que torcem para que haja alguma tragédia; ao chamar os índios, apenas para fazerem um movimento midiático; ao se tornarem irresponsáveis, as famílias que estão numa luta das mais justas, podem acabar tendo o desprezo da opinião pública. Agora, o comando do movimento da Ponta do Abunã não pode permitir que a irresponsabillidade leve a situação a um drama que ninguém quer assistir. Já deu!


FONTE: Jornal Rondônia Vip






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