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Publicado em 12/04/2019    133 Visualizações

Mulher viveu até os 99 anos com todos os órgãos 'do lado errado' do corpo

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Rose Marie Bentley era uma senhora americana que viveu até os 99 anos com todos os órgãos internos – exceto o coração – dispostos no “lado errado” do corpo. A descoberta foi feita por estudantes de medicina de Oregon, nos Estados Unidos, somente após a morte da idosa.

A rara situação de Rose Marie foi apresentada esta semana em uma conferência americana de anatomistas. Além de ser uma condição extremamente rara, outro fato chamou a atenção: Rose foi a pessoa a viver mais tempo com o “situs inversus” com levocardia, ou seja, os órgãos invertidos – à exceção do coração.

Segundo a publicação britânica, é difícil que se viva tanto tempo porque normalmente as pessoas nessa situação são acometidas por doenças cardíacas com risco de vida, além de outras anormalidades, de acordo com a Oregon Health & Science University (OHSU). Não havia nenhum outro caso documentado em que uma pessoa nessas condições viveu mais do que 73 anos.

É difícil de acreditar, mas a condição só foi descoberta após a morte da idosa – mesmo ela já tendo passado por duas cirurgias: a retirada do útero e a retirada da vesícula. O médico que a operou ia remover, também, seu apêndice, mas não o encontrou. Na cirurgia da vesícula, o órgão estava do lado oposto de onde deveria estar, mas segundo a filha de Rose, Louise Bentley, “ninguém informou nada”.

Rose concordou em doar seu corpo para a universidade OHSU, o único centro de saúde acadêmico de Oregon. Foi quando a turma do professor assistente de anatomia da Universidade de Portland, Cameron Walker, examinou o coração de um cadáver que tinha todos os vasos sanguíneos incomuns.

Assim, eles abriram a cavidade abdominal do corpo e viram que todos os órgãos estavam do lado contrário do que deveriam estar. Segundo eles, foram os vasos sanguíneos diferenciados que ajudaram no bombeamento do sangue ao coração.

Para o professor, o ocorrido foi “definitivamente uma mistura de curiosidade, fascínio e uma sensação de querer explorar um pouco de um mistério médico, uma maravilha médica realmente, que estava à nossa frente”.

Ele ressaltou que este é um caso que “salienta a importância de futuros médicos prestarem atenção às pequenas variações anatômicas, não apenas às grandes alterações, em termos de abordar seus futuros pacientes de forma individualizada”.

RARIDADE
Nem Rose, nem sua família, sabiam de sua condição, que, segundo a instituição, ocorre uma vez a cada 22 mil nascimentos. Louise diz que sua mãe, que morreu de causas naturais, se queixava apenas de artrite.

Para a filha, Rose ficaria encantada se soubesse que a doação de seu corpo levou a uma descoberta médica. “Ela teria achado graça ao saber que poderia ensinar com algo tão incomum”, disse. “Meu pai (James, morto há 15 anos) teria adorado saber sobre isso para poder implicar com ela”, declarou Louise.


FONTE: YAHOO






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