DETALHES DA NOTÍCIA


Publicado em 12/04/2019    228 Visualizações

Petrobras perde R$ 32,4 bilhões em valor de mercado após suspensão de alta do diesel

Companhia desistiu na véspera do aumento de 5,74% no do preço do diesel, após pedido do presidente Jair Bolsonaro.
Compartilhar
Companhia desistiu na véspera do aumento de 5,74% no do preço do diesel, após pedido do presidente Jair Bolsonaro.

queda de mais de 8% nas ações da Petrobras nesta sexta-feira (12) fez a petroleira perder R$ 32,4 bilhões em valor de mercado após a suspensão da alta no preço do diesel. A empresa, que na véspera valia R$ 393,89 bilhões, de acordo com a Economatica, terminou a semana a R$ 361,49 bilhões – o valor corresponde à soma do valor de todas as suas ações.

Apesar da perda expressiva no dia, a Petrobras ainda acumula ganho de R$ 45,4 bilhões em valor de mercado no ano. Em 31 de dezembro de 2018, a estatal valia R$ 316 bilhões.

A queda de valor de mercado da Petrobras foi mais de sete vezes a sofrida pelo Banco do Brasil, de R$ 4,262 bilhões. As ações do BB também caíram por temores de intervenção – uma vez que o banco é estatal.

 

Preço do diesel 

A companhia desistiu na véspera do aumento de 5,74% no do preço do diesel nas refinarias. O recuo na decisão da companhia ocorreu após uma determinação do presidente Jair Bolsonaro.

"Se me convencerem, tudo bem, se não me convencerem tudo bem. Não é resposta adequada para vocês, não sou economista, já falei. Quem entendia de economia afundou o Brasil, tá certo? Os entendidos afundaram o Brasil", afirmou o presidente nesta sexta-feira (12), durante inauguração do aeroporto de Macapá.

A decisão da Petrobras, no entanto, trouxe incerteza com relação ao perfil liberal da administração Jair Bolsonaro e coloca em dúvida os passos futuros do governo na agenda econômica.

A principal preocupação dos investidores é que o governo Bolsonaro adote medidas similares às que foram praticadas em gestões passadas, quando o governo optou por não reajustar preços administrados, como dos combustíveis e da energia elétrica, gerando perdas às empresas desses setores.

"O governo ainda não conquistou toda a credibilidade na economia e, portanto tomar uma decisão de natureza intervencionista reforma uma percepção de risco", afirma o analista político da consultoria Tendências, Rafael Cortez.


FONTE: g1






  • COMENTÁRIOS DO FACEBOOK

    PUBLICIDADE