DETALHES DA NOTÍCIA


Publicado em 29/08/2019    1402 Visualizações

Energisa falta com a verdade; agora é acusada de adulterar medidores de energia elétrica

Compartilhar

Na sexta-feira, 23, o Portal “Correio de Notícia“, do jornal CN, veiculou ​reportagem que, além de denunciar os abusos da ENERGISA – concessionária responsável pelo fornecimento de energia elétrica em Rondônia – apontou várias situações consideradas abusivas por parte da empresa. Segundo a Reportagem, o suposto comportamento abusivo da Empresa seria uma busca insaciável de ganhar dinheiro fácil. E uma delas seriam as supostas cobranças exorbitantes nas contas de luz e suspender o fornecimento dos serviços como forma de forçar o consumidor a cumprir suas exigências. Essa forma draconiana de agir, a empresa, vem provocando indignação à população rondoniense. No entanto, vem contribuindo para a empresa assumir o ranking nas reclamações junto aos órgãos de controle.

Mediante as reclamações citadas na Reportagem, a ENERGISA se posicionou por “Nota Oficial” de esclarecimento que, foi realizada vistoria no medidor da unidade mencionada e não foi encontrado nenhuma irregularidade e/ou defeito no equipamento que ela própria passou a vender; lembrando ainda que, “além do consumo mensal, a conta de energia elétrica traz o custo da compra de energia elétrica, os impostos estaduais, municipais e federais e os encargos setoriais, e que CERON/ENERGISA só ficaria apenas com cerca de 20% do montante arrecadado”.

Painel do simulador de consumo no site da ENERGISA/RO

Ressaltou ainda que, “nos últimos dois meses, a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) determinou a cobrança adicional das bandeiras Amarela em junho e Vermelha em julho do corrente, segundo ela, nesse período ouve um custo adicional na conta de energia elétrica de R$ 1,50 para cada 100 quilowatts-hora consumidos em julho e de R$ 4,00 para cada 100 quilowatts-hora consumidos”. A Analista de Comunicação finalizou a nota fazendo recomendações aos consumidores; chamou a atenção dos clientes para acompanharem a evolução do seu consumo mensalmente, acessando um simulador de consumo no site da ENERGISA/RO – que ainda não foi ativado.

Com todo respeito, essa “Nota de Esclarecimento” não esclareceu nada! Não confirma nem nega nada! Afinal, por que pagamos uma tarifa tão alta? O que significam “bandeiras Amarela e Vermelha” se o nosso Estado é a fonte geradora de energia? Além do mais, a Analista da ENERGISA está, totalmente, desinformada; não sabia nem que o tal simulador de energia para Rondônia não está ativo para acesso dos consumidores!

Acontece que, gerenciar crises como essas, é fundamental para uma Assessoria de Comunicação, abordar um tema tão importante como esse é parte estratégico de uma empresa elaborar Nota de Esclarecimento convincente. Porém, trata-se de uma ferramenta que proporciona a prestação de contas de uma empresa que, possivelmente, cometeu erros e/ou precisa se posicionar a respeito de um determinado assunto.

É uma pena! São tantos os leitores que gostariam de ter uma resposta mais plausível partindo de um grupo tão respeitado como a ENERGISA! Não se tem a pretensão de perseguir nem massacrar, mas, não é de hoje que os consumidores reclamam! Por isso, entendo que esse papel fiscalizador, enquanto jornalista se faz tão necessário.

Dessa forma, a suposta brutalidade da ENERGISA em inflar o “caixa da empresa” choca pela sua indiferença à situação do País, da economia, da vida de seus consumidores! A falecida CERON é uma das provas vivas de que a privatização nem sempre é uma boa saída; os serviços e a postura da empresa pioraram radicalmente após a privatização, os cortes de energia nunca foram tantos, a loja de atendimento vive abarrotada, com filas gigantescas que fazem os consumidores perderem muito tempo em ambiente impróprio e/ou inadequado.

Entre os consumidores abordados pela Reportagem no atendimento da empresa, a enfermeira Valquíria Botelho Silva, disse que estava na fila desde as 07h50 para resolver o problema da sua energia que por causa do corte no fornecimento de sua energia no dia anterior – mesmo tendo pago a fatura mensal três dias antes do vencimento. Segundo ela, mesmo resolvendo o problema, “estou disposta a processar a empresa”.

Já o vendedor Davi Matos de Souza, explica casos parecidos. Segundo ele, em 2018 a CERON cortou sua energia por 20 dias por conta de uma fatura não paga por outro morador da casa em que havia comprado. Houve muitos transtornos, prejuízos com alimentos, sem falar no constrangimento. Além de passar 20 dias sem energia, “tive que passar esse período na casa da minha irmã até que fosse resolvido o problema da religação”. Porém, ele entrou na Justiça na esperança de conseguir reparação dos danos causados pela CERON”, disse Davi.

Contudo, o número de reclamações contra o aumento na conta de energia cresce, assustadoramente. Muitos consumidores estão procurando o “PROCON” Porto Velho para registrarem reclamações contra o aumento abusivo nas faturas. A gritaria é geral! Afinal, Rondônia possui uma das tarifas mais caras do Brasil, pesando no bolso do consumidor, como tantos outros compromissos financeiros batendo à porta.

Entrega do pedido de abertura de uma Comissão Especial para apurar as possíveis irregularidades

E não para por aí – Após receber inúmeras denúncias de consumidores, o presidente da Associação em Defesa dos Direitos e Garantias do Povo de Rondônia (ADORO), Jesuíno Boabaid, entregou oficialmente, na terça-feira, 27, com pedido de abertura de uma Comissão Especial para apurar as possíveis irregularidades registradas nos medidores de energia elétrica digitais e analógicos, em todo o Estado.

“E não são apenas consumidores. Alguns chegaram a afirmar que os relógios chegam de forma regular na empresa distribuidora de energia e lá, os aparelhos seriam encaminhados para um laboratório interno para fazer a alteração que aumentaria os números na hora da medição de consumo, aumentando, assim, o suposto valor das tarifas; – que já são absurdamente altas demais”.

O presidente da ADORO lembrou ainda ao presidente da Assembleia que, “em Rondônia, já está em vigor as bandeiras tarifárias, Amarela e Vermelha, sob a justificativa da “ANEEL” de que há previsões de chuvas abaixo da média”. “Isso porque, aqui, estão as principais hidrelétricas do país”.

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Laerte Gomes, decidiu acatar a solicitação da entidade para realizar uma investigação e apurar as possíveis irregularidades nos medidores de energia elétrica da CERON/ENERGISA”.


FONTE: Correio de Notícias






  • COMENTÁRIOS DO FACEBOOK

    PUBLICIDADE