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Publicado em 30/08/2019    233 Visualizações

Secretário Evandro Padovani destaca produção agrícola de Rondônia

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O Programa a Voz do Povo, apresentado pelo jornalista, advogado e diretor do Rondonoticias Arimar de Souza Sá, que vai ao ar ao vivo de segunda-feira à sexta-feira do meio-dia às 13 horas em Porto Velho pela Rádio Caiari 103,1, e pela Antena FM em Rede Estadual, recebeu nessa quinta-feira (29), o secretário da Agricultura de Rondônia, Evandro Padovani.

No programa, ao ser questionado sobre uma campanha de prevenção e combate às queimadas, assunto em voga em Rondônia e demais estados que compõem a região Amazônica, o secretário fez um breve esclarecimento e disse que a Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sedam), em parceria com a Secretaria Estadual da Agricultura (Seagri), Ministério Público (MP) e demais órgãos, vem trabalhando desde governos anteriores neste sentido, citando como exemplo, os dias de campo, onde o assunto é abordado com profundidade e focando principalmente que o produtor é o maior prejudicado aos colocar fogo na propriedade.

“Portanto, não acreditamos que os incêndios que vêm ocorrendo devem ser atribuídos aos produtores. Tanto que recebemos denúncias de muitos deles dando conta por exemplo, que pessoas com motos tem passado próximo as propriedades e provocado os incêndios criminosos”, revelou, complementando que os casos estão sendo investigados, e opinando que, “o assunto também tem um viés de interesse nos commodities (matéria-prima) da Amazônia”.

Produção

Ao falar sobre a agricultura do estado propriamente dita, Evandro Padovani destacou que uma das maiores aptidões de Rondônia é a produção de alimentos, predominando a agricultura familiar e tem movido a economia do estado.

Na entrevista, ele destacou que o estado ocupa o sexto lugar dos maiores em Rebanho de Bovino do Brasil com mais de 14 milhões de cabeças; é o quarto maior exportador de carne do país; o maior produtor de peixe em cativeiro do Brasil com produção de em torno de 90 mil toneladas/ano com mais de 15 mil áreas de tanques escavados em Rondônia; é o segundo maior produtor de café robusta; e está iniciando um forte trabalho na suinocultura e avicultura.

O resultado positivo que tem impulsionado o desenvolvimento de Rondônia, de acordo com o secretário, pode ser atribuído ao trabalho de vários governos que passaram pelo estado, e deixaram seus legados que ajudaram a mover a economia do estado.

“Além de tudo isso, vamos para a safra de 2019/2020 com quase 400 mil hectares de soja plantada e quase 200 mil hectares de milho safrinha. Duas culturas importantíssimas para serem transformadas em ração e proteína animal”, complementou.

Certificações

No programa, o entrevistado salientou também as certificações animal e vegetal do estado, conquistadas, conforme frisou, graças ao trabalho do Idaron que vem sendo realizado desde o Governo Bianco dentro das campanhas de vacinação que garantiram o estado livre de aftosa, e contam com uma rastreabilidade minuciosa feita nas propriedades.

“E isso também é feito na piscicultura, desde a engorda do peixe até a comercialização, e nas mudas de café, que traz essas certificações que temos de produtos com qualidade garantida para se vender”, reforçou.

Ceasa e derivados do leite

Perguntado o porquê com toda a produção pujante o estado ainda não conta com uma Ceasa (Central de Abastecimento), o secretário disse que a implantação de uma já está sendo debatida junto ao Governo do Estado.

“Estamos em franco desenvolvimento deste projeto e neste Governo pretendemos entregar um Ceasa Estadual à população com objetivo de organizar toda a cadeia produtiva do estado”, afirmou.

Sobre os incentivos para produção própria de derivados de leite, esclareceu que vários laticínios do estado produzem, a exemplo da mussarela, leite condensado e margarinas. “Mas claro que poderíamos ter muito mais subprodutos dos derivados de leite. Para isso, precisamos avançar mais junto ao produtor rural no sentido de que tenhamos um leite de melhor qualidade para que indústria invista. Hoje os laticínios estão operando com 50% de sua capacidade, poderíamos estar gerando mais emprego, mas temos um problema em relação a preço, que também é de nível nacional. No nosso caso, a dificuldade é enfrentada devido a menor média de produtividade/dia, e isso não cobre custos, temos de evoluir. Melhorar a alimentação dos bovinos de leite, e assim dobrar a produção”, explanou.

No programa, o secretário também respondeu a perguntas dos ouvintes em relação à pesca predatória; ações realizadas nos municípios do interior; falou sobre as orientações que serão repassadas aos produtores na Festa do Leite de Nova Mamoré, que acontece neste final de semana; evolução do café e do cacau clonal no estado; regularização fundiária; incentivos para os pequenos produtores, que segundo ele, são os maiores responsáveis pelo PIB do estado; e outros assuntos de interesse de todos.


FONTE: Rondonoticias






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