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Publicado em 03/10/2019    91 Visualizações

Após promessa, Japonês diz que não pode aprovar PCC’S dos servidores e diretoria do Sindsul lamenta: “usaram de falácias”

Presidente disse que entidade deu “voto de confiança” ao mandatário e que negociações foram por água abaixo
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Um novo recuo por parte da administração municipal em relação a aprovação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) dos servidores públicos do município de Vilhena aconteceu na tarde desta quarta-feira, 2, em reunião com a diretoria do Sindicato dos Servidores Municipais do Cone Sul de Rondônia (Sindsul).

O encontro causou descontentamento à diretoria da categoria, que intervém junto aos mais de 2 mil funcionários públicos, em relação à regularização do Plano.

Segundo Wanderley Ricardo Campos Torres, presidente do Sindsul, a questão, além do recuo, foi a falta de dados que não foram apresentados pelo corpo de administradores. “Eles simplesmente nos disseram que não é possível aprovar o Plano; usaram de falácias, mas iremos tomar nossas providências”, disse Torres.

Para isso, após a reunião, a diretoria do Sindsul elaborou um ofício que já foi encaminhado ao prefeito Eduardo “Japonês” e também ao secretário municipal de administração, Welliton Oliveira, onde requer a documentação dos dados e cálculos, para que tudo fique “às claras”.

“Devo satisfação aos servidores filiados. Não vou simplesmente chegar para eles e dizer que não é possível; queremos saber que se não é possível aprovar, o por que, de fato, não pode ser aprovado”, garantiu o presidente.

No ofício, a diretoria solicita tais documentos, como o Relatório de Impacto Financeiro referente à aplicação dos PCC´S e Orçamento Geral previsto para 2020, com dados da Receita Corrente Líquida. Em resposta, os administradores afirmaram, em reunião, que enviariam os documentos necessários ainda este mês para a diretoria do sindicato.

A REUNIÃO

Com representantes da Semad, Recursos Humanos, Contabilidade, Semed e Procuradoria Geral do Município, o prefeito Eduardo “Japonês” recebeu em seu gabinete representantes do Sindsul, Asmuv, além de quatro vereadores.

Em tom sério e de insatisfação por parte dos sindicalistas durante toda a reunião, o prefeito voltou a dizer que a arrecadação do município é insuficiente para a aprovação do Plano, seja ele de uma vez ou escalonada (em partes), como chegou a ser cogitado e também alegou que para o ano que vem o recolhimento municipal será mais ou menos como em 2019, o que para o Sindicato não faz sentido.

Vários secretários participaram do encontro com o Sindicato dos servidores públicos / Foto: Divulgação

A PROPOSTA

A proposta feita pela administração, trocada em miúdos, foi da seguinte forma: “Reajuste\Aumento anual conforme a inflação que alcançaria 5%”.

Um exemplo de como seria esse tal Reajuste Aumento seria o seguinte: “se a inflação do ano chegasse a 3,7%, ele completaria como aumento os 1,3% que, obviamente, resulta em 5%”.

E AGORA?

Contrariados, os sindicalistas que chegaram a dar um “voto de confiança à administração”, quando esperaram por cerca de seis meses por uma resposta e veem agora, um ano de negociações ir por água abaixo, esperam a resposta do Ofício, já protocolado na prefeitura municipal, o qual tem por necessidade, esclarecer os pontos sobre dados, cálculos e dotação orçamentária. Assim, a diretoria vai reunir seus filiados, que decidirão o rumo a ser tomado.


FONTE: ASSESSORIA






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