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Publicado em 07/10/2019    219 Visualizações

'IRMÃOS E IRMÃS DA AMAZÔNIA CARREGAM CRUZ PESADA', DIZ PAPA FRANCISCO

Papa Francisco em missa de abertura do Sínodo da Amazônia na Basílica de São Pedro neste domingo (6) Foto: Franco Origlia / Getty Images
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Papa Francisco em missa de abertura do Sínodo da Amazônia na Basílica de São Pedro neste domingo (6) Foto: Franco Origlia / Getty Images

O papa Francisco defendeu neste domingo(6) o trabalho dos missionários católicos que dedicaram suas vidas à população da Amazônia.

"Tantos irmãos e irmãs da Amazônia carregam uma cruz pesada e esperam por um afago da Igreja. Muitos irmãos e irmãs da Amazônia perderam suas vidas”, disse o papa Francisco.

 Na sequência, ele mencionou o cardeal Dom Claudio Hummes que, nas vezes em que visita vilarejos na Amazônia, costuma passar pelos cemitérios para visitar os túmulos de missionários. “É um gesto de homenagem a essas pessoas pessoas que dedicaram grande parte de suas vidas à Igreja”, acrescentou o papa Francisco.
Papa Francisco em missa de abertura do Sínodo da Amazônia na Basílica de São Pedro neste domingo (6) Foto: Franco Origlia / Getty Images
Papa Francisco em missa de abertura do Sínodo da Amazônia na Basílica de São Pedro neste domingo (6) Foto: Franco Origlia / Getty Images

Ele não chegou a mencionar nomes como o de Dorothy Stang, missionária católica dos Estados Unidos morta com seis tiros em 2005, aos 73 anos, por fazendeiros do Pará.

Uma santa barroca produzida por artesãos brasileiros e doada ao Papa Paulo VI foi colocada no altar da Basílica de São Pedro, no Vaticano, para a missa matinal - 10h - que abriu o Sínodo para a Amazônia. 

A igreja deve evitar os "novos colonialismos" foram as primeiras palavras proferidas pelo Papa Francisco aos 184 padres sinodais, cardeais e bispos, 113 deles provenientes da região pan-amazônica: Guiana Francesa, Guiana, Suriname, Venezuela, Colômbia, Equador, Bolívia, Peru e Brasil.

Estiveram presentes também 17 representantes indígenas e 35 mulheres. Todos eles participarão de reuniões e debates sobre o tema  “Amazônia: novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral” que terão início amanhã, dia 7, e se estenderão pelas próximas três semanas, até o dia 27 de outubro.

O Sínodo 'ecológico" foi convocado há dois anos, em 2017, quando a questão ambiental não havia tomado as atuais proporções. "Quando povos e culturas são destruídos sem amor e sem respeito, não é o fogo de Deus que os devora mas sim o fogo do mundo", disse o pontífice argentino durante a celebração deste domingo.

CRISE SÓCIO-AMBIENTAL

Neste sábado, durante a consagração de 13 novos cardeais, o Papa Francisco afirmou que "não estamos enfrentando duas crises, uma ambiental e outra social, mas sim uma só que é a complexa crise sócio-ambiental".

A assembléia dos bispos sinodais discutirá não só os problemas climáticos mas novas formas de evangelização dos povos indígenas, a possibilidade de reconsiderar a política da Igreja com relação a clérigos casados, inclusão de gays, o diálogo inter-religioso e presença ministerial das mulheres. Temas polêmicos que desencadearam duras críticas por parte da ala conservadora do Vaticano principalmente do Cardeal alemão Walter Brandmüller.

O Papa Francisco disse ainda, no sermão de consagração dos novos cardeais, que é preciso compaixão e que certos comportamentos desleais de homens da Igreja são fruto da falta de misericórdia e da vontade de olhar em outras direções.

Neste domingo, ele explicou o significado do vocábulo aos cristão presentes: "sinodo", do grego "syn- odós",  quer dizer caminhar junto e pediu prudência contra os ataques.

"O fogo ateado para obter benefícios, como o que devasta a Amazônica, destrói e não é a chama do Evangelho. O fogo de Deus é calor que nos une. O fogo que devora, aquele que tem por objetivo impor as suas próprias ideias, queima a diversidade para homologar a tudo e a todos".

 


FONTE: ÉPOCA






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