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Publicado em 17/10/2019    150 Visualizações

Reino Unido e União Europeia chegam a um acordo sobre o Brexit

Reunião em Bruxelas reunirá representantes europeus para debater e votar o acordo. Novo texto também precisa ser aprovado pelo Parlamento britânic
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Reino Unido e a União Europeia chegaram a um novo acordo sobre o Brexit, anunciaram na manhã desta quinta-feira (17) o premiê britânico, Boris Johnson, e o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, após uma maratona de negociações para evitar um divórcio sem acordo.

 

"Temos um ótimo novo acordo. Agora o parlamento deve concluir o Brexit no sábado, para que possamos passar para outras prioridades, como o custo de vida, o [combate] ao crime violento e [a defesa do] meio ambiente", declarou Boris Johnson em uma rede social.

 Para Juncker, "já era tempo" de finalizar o processo de divórcio e avançar o mais rapidamente possível para negociações da futura parceria da UE com o Reino Unido. "Onde há vontade, há acordo. Nós temos um! É um acordo justo e equilibrado para a UE e o Reino Unido. Recomendo ao Conselho Europeu que respalde este acordo", afirmou Juncker no Twitter.

Impasse da fronteira entre as Irlandas

 

Para que os dois lados chegassem a um acordo, era preciso resolver a polêmica questão da fronteira entre a Irlanda do Norte (que faz parte do Reino Unido) e a República da Irlanda (país independente que integra o bloco europeu). A exigência do governo irlandês e da União Europeia era manter aberta a fronteira entre elas.

A proposta de Johnson para um novo Brexit se baseia em acabar com o "backstop", a solução negociada entre Theresa May e a União Europeia para resolver o impasse, que foi rejeitada pelo Parlamento britânico. No entanto, há quem entenda que o novo projeto confere um tratamento diferente à Irlanda do Norte em relação ao Reino Unido —algo que preocupa o Partido Unionista Democrático (DUP), da Irlanda do Norte.

Enquanto o “backstop” mantinha todo o Reino Unido dentro de uma união aduaneira provisória com a UE enquanto as partes não negociassem um acordo de livre-comércio definitivo (por tempo indeterminado), a ideia de Boris se restringe à Irlanda do Norte

 
 
 
 
 
 
 
 

FONTE: G1






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