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Publicado em 30/11/2019    317 Visualizações

CINCO CHEFES DO PCC ACUSADOS DE PARTICIPAREM DO MASSACRE DE ALCAÇUS ESTÃO NO PRESÍDIO DE PORTO VELHO

Quase três anos depois, número de mortos aumenta e 74 são indiciados por homicídios.
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Quase três anos depois, número de mortos aumenta e 74 são indiciados por homicídios.

Quase três anos após o Massacre de Alcaçuz, que aconteceu em janeiro de 2017 no maior presídio do Rio Grande do Norte, a Polícia Civil concluiu o inquérito sobre a matança e anunciou que vai indiciar 74 pessoas por homicídio, entre outros crimes, como destruição do patrimônio público e associação criminosa.

Os investigadores ainda atualizaram o número de mortos, passando de 26 para 27 vítima. As informações foram divulgada nesta sexta-feira (29) por uma comissão de delegados da Divisão de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP).

A 27ª vítima seria Rodrigo José Leandro dos Santos, mais conhecido como ‘Rodrigo Pantera’. O corpo do homem, no entanto, nunca foi encontrado. A polícia acredita que ele tenha sido destruído e queimado durante a batalha campal que aconteceu dentro do Presídio de Alcaçuz. A polícia tem um vídeo que mostraria presos queimando um corpo e acredita que seja justamente o de Patera.

“Está nos altos (o vídeo). Vai ser um elemento usado como prova, para que eles possam responder por aquele crime de vilipêndio de cadáver. Acreditamos que trata-se da 27ª vítima. Ali estavam queimando Rodrigo Pantera”, afirmou o delegado Marcus Vinícius.

Segundo o delegado, os investigadores chegaram à conclusão sobre a 27ª morte após ouvir envolvidos nos crimes. Através de partes de corpos encontrados no local, exames de DNA estão sendo realizados para confirmar a versão.

“Na oitiva dos envolvidos, que começou de junho pra cá. Quando a gente ouviu os presos, 400 foram ouvidos, foi que nós tivemos a constatação dessa outra morte”, afirmou. “Nós temos já o nome dele, os familiares, mas a gente precisa da comprovação disso. Então vai depender de exame de DNA que o Itep está realizando”, pontuou.

O massacre começou no dia 14 de janeiro de 2017. Um dia depois, o Instituto Técnico-Científico de Perícia recolheu 26 corpos no local. A 27ª morte teria acontecido depois disso.

Logo após o massacre, cinco detentos foram apontados como chefes do PCC no RN e transferidos de avião para o Presídio Federal de Porto Velho, em Rondônia. Eles foram os primeiros a ser indiciados pelas 26 mortes. São eles:

João Francisco dos Santos, ‘Dão’. Condenado a 39 anos de prisão por ter matado o radialista F. Gomes, em Caicó. É natural de Caicó/RN;

José Cláudio Cândido do Prado, ‘Doni’. Natural de Campo Grande/MS. Condenado a 75 anos de prisão pela prática dos crimes de homicídio, roubo e tráfico de drogas;

Paulo Márcio Rodrigues de Araújo. É preso provisório, ainda não foi condenado. É da cidade de Ipanguaçu/RN;

Tiago de Souza Soares, ‘Decinho’. Natural de Mossoró/RN. Condenado a 38 anos e seis meses de prisão pela prática dos crimes de homicídio e tráfico de drogas;

Paulo da Silva Santos, ‘Paulo Fuzil’. Natural de Linhares/ES.

Segundo o delegado, também foi através dos testemunhos que a Polícia Civil chegou ao total de 74 indiciados pelo massacre. Todos eles deverão responder pelos crimes de: homicídio, associação criminosa, motim e dano ao patrimônio público.

Entre eles, um ainda irá responder por homicídio tentado e três por destruição e vilipêndio de cadáver.

 


FONTE: : NewsRondônia/g1/difusorajucurutu.blogspot.com/

Aos leitores, ler com atenção

*Este site acompanha casos policiais. Todos os conduzidos são tratados como suspeitos e é presumida sua inocência até que se prove o contrário. Recomenda-se ao leitor critério ao analisar as reportagens.*







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