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Publicado em 12/02/2020    206 Visualizações

Prisão de maior desmatador do país piora crime ambiental em Rondônia ;VIDEO

Extração de madeira ilegal cresceu 15% na região de Cujubim desde outubro - Arquivo Pessoal
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A derrubada ilegal da floresta amazônica ganha força na região conhecida como Soldado da Borracha, em Cujubim, norte de Rondônia, a 230 km de distância da capital Porto Velho. O local vive atualmente um clima de velho oeste.

Desde 2016, posseiros invadiram áreas para fazer extração de madeira ilegalmente, como mostram os vídeos desta reportagem obtidas pela reportagem da Record TV.

A situação piorou no fim do ano passado, quando o maior proprietário de terras da região, Chaules Pozzebon, foi preso — ele também é conhecido como o maior desmatador do Brasil.

Porém, o que parecia uma solução para o fim da exploração ilegal de madeira surtiu efeito contrário ao abrir caminhos para novas invasões e mais derrubada da floresta.

A Record TV conversou com engenheira florestal Eunice Duarte, que monitora a extração ilegal na região há 15 anos usando imagens de satélites. Ela confirma o aumento do desmatamento desde outubro do ano passado, quando Chaules foi preso. "Sem sombra de dúvida mais de 15% [de aumento], gradativo mês a mês ", afirma.



Chaules Pozzebon foi alvo da Operação Deforest, que estourou uma quadrilha especializada em invadir terras para depois vender e extrair madeira ilegal. Pozzebon tinha licença ambiental para explorar uma área equivalente a mil campos de futebol e implementou, por exigência legal, um plano de manejo florestal.

Depois da extração, as áreas devem aguardar em uma espécie de quarentena para se recuperar. Isso garante a sustentabilidade do ecossistema.

Para conseguir aplicar o plano de manejo, Chaules obteve autorização do Governo do Estado de Rondônia para fazer a manutenção de uma estrada privada na região, conforme documento obtido pelo Record TV e assinado pelo coordenado de Proteção Ambiental Sidney Serafim Rodrigues. Os custos para essa manutenção foram “cotizados” com contribuições entre todos os que faziam extração de madeira.

Os exploradores montaram uma porteira, uma espécie de cancela de praça de pedágio, onde eram recolhidas as contribuições dos caminhões carregados com toras.

Mas um grupo de 14 posseiros, que ocuparam o local, denunciaram o caso ao Ministério Público de Rondônia. Alegaram que eram extorquidos para usar a estrada. Os promotores então pediram a prisão de Chaules por extorsão — e a Justiça aceitou. Ele segue detido desde novembro do ano passado no presídio federal de Campo Grande.


FONTE: R7






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