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Publicado em 10/03/2020    221 Visualizações

Regional da saúde recebe capacitação em Hanseníase para reforçar o diagnóstico precoce

Avaliação minuciosa em todo o corpo do paciente pode detectar sintomas da doença
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“Moramos em uma região endêmica, não deve se esconder, a hanseníase tem cura, quanto mais cedo tratar, sem complicações”, afirmou a médica palestrante, Kazue Narahashi, da capacitação básica, teórica e prática em Hanseníase, que acontece de 9 a 13 de março, para as equipes de estratégia da saúde da família das unidades básicas de saúde, da zona urbana e rural da regional de Porto Velho.

Promovida pela Coordenação Estadual de Programa de Controle da Hanseníase, da Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa), a capacitação atualiza cerca de 30 profissionais, entre enfermeiros, médicos e técnicos de enfermagem dos municípios de Nova Mamoré, Guajará-Mirim, Candeias do Jamari, Itapuã do Oeste e alguns distritos de Porto Velho.

Com 482 novos casos de hanseníase em Rondônia, conforme os dados parciais divulgados pela coordenação da Agevisa, as atualizações por meio de capacitações são constantes, para garantir que novos profissionais de saúde sejam qualificados ao atendimento.

A detecção precoce é de suma importância, pois pode evitar a incapacidade física, a partir de uma avaliação minuciosa em todo o corpo do paciente, para localização de qualquer mancha com sensibilidade.

Em todas as capacitações são reforçadas as instruções de busca aos contatos (pessoas que convivem com o paciente) para que também sejam avaliados. Seguindo a obrigatoriedade do Ministério da Saúde, para avaliação dos familiares de um paciente com idade igual ou menor que 15 anos, a importância também sem estende ao adulto em qualquer fase da vida, para que as pessoas mais próximas sejam avaliadas.

“Os casos de menores de 15 anos, é sinal de doença ativa, geralmente ondo o foco é na família. Com alguma pessoa que não teve conhecimento da doença e não realizou tratamento. Toda capacitação é alertada aos profissionais para avaliação em todos os contatos dos pacientes menores”, ressaltou a enfermeira Helen Carioca.

Os profissionais de saúde participam de palestras no período da manhã, no Rondon Palace Hotel, e no período da tarde praticam os atendimentos reais na Policlínica Oswaldo Cruz, com acompanhamento de especialistas, como a consulta dermatoneurológica.

A médica infectologista e hansenóloga, Kazue Narahashi, reforçou os principais sintomas a serem observados e que podem determinar o diagnóstico da doença, como manchas claras com alteração de sensibilidade, dormência, choques em determinados lugares, câimbras, fraqueza e perda de movimentos, pois a hanseníase afeta a pele e nervos periféricos.

“Mancha dormente é sinônimo de hanseníase. Quanto mais cedo a pessoa procurar tratamento, previne a incapacidade”, informa a médica.

Na ocorrência de qualquer sintoma acima citado, a pessoa deve seguir para consulta em uma unidade básica de saúde, onde os primeiros atendimentos são essenciais para o início precoce do tratamento.

Transmitida por vias respiratórias, a doença é contagiosa, porém a bactéria da hanseníase se manifesta em alguns anos e não são todas as pessoas que podem adquirir, fazendo-se necessária uma pré-disposição genética, “onde 90% da população pode entrar em contato com a doença, mas com uma imunidade natural contra ela, no contato com o bacilo, se destrói, e não se manifesta”, explicou Kazue, acrescentando que não acontece a transmissão da doença por meio de pacientes em tratamento, a atenção deve ser maior àqueles que não foram diagnosticados.




FONTE: SECOM






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