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Publicado em 10/06/2019    217 Visualizações

O que Jesus viu (e não gostou) na primeira impressão do Flamengo no Maracanã

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Se a primeira impressão é a que fica, Jorge Jesus passou a noite quebrando a cabeça sobre o trabalho que terá pela frente.

 

No primeiro contato ao vivo com o treinador português, o Flamengo fez uma das piores partidas do ano diante do Fluminense, no Maracanã, na noite de domingo, pela oitava rodada do Brasileirão. E para não dizer que nada deu certo, ao menos a defesa completou três jogos sem ser vazada.

O que JJ viu diante dos seus olhos foi bem diferente do que viu pela TV após dizer “sim” ao Flamengo. Nada do time envolvente da vitória sobre o Fortaleza ou do vibrante que despachou o Corinthians pela Copa do Brasil. Diante de mais de 40 mil torcedores, o Rubro-Negro foi moroso e dominado.

 A marcação alta que surtiu efeito na semifinal do Carioca deu lugar a um time que ocupava o campo do adversário em bloco. Piris da Motta e Willian Arão se posicionavam quase na intermediária ofensiva, mas não era suficiente para neutralizar o bom toque de bola tricolor.

Ao pé da letra, o Flamengo teve uma grande chance, e justamente roubando a bola no campo ofensivo. Diego, no entanto, chutou na trave já dentro da área. O camisa 10 teve mais uma atuação discreta - agora, diante do novo treinador - e saiu no intervalo com um problema na panturrilha.

A substituição fez com que Marcelo Salles apresentasse um novo Flamengo no segundo tempo, igualmente inofensivo e mal organizado. Com Berrío e Bruno Henrique abertos, o treinador deu profundidade ao time e centralizou Everton Ribeiro para municiá-los. Não deu certo.

O que se viu foi um Flamengo acuado diante de um Fluminense que trabalhava muito bem a bola de um lado para o outro em busca de espaços. Aí, entra o ponto a ser valorizado no Rubro-Negro: a defesa não permitiu que esses espaços fossem encontrados.

Bem postados, Rodrigo Caio e Léo Duarte tinham o apoio do cão de guarda Piris da Motta na entrada da área e obrigavam o Flu a jogar pelos lados. Na maioria das vezes, os zagueiros levavam a melhor nos cruzamentos. Ainda assim, Diego Alves foi exigido um par de vezes.

Ofensivamente, o Flamengo não se encontrava. E isso também passou por uma rara noite ruim de Everton Ribeiro. A impressão que dava era de que os homens de frente tomavam sempre as decisões erradas. O Fluminense, que jogou sem sua zaga titular, agradeceu.

No fim, o empate ficou de bom tamanho para um Flamengo que tem muito a ajustar na parada da Copa América. Só Jesus para dar jeito.


FONTE: Globo Esporte






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