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Publicado em 28/10/2019    292 Visualizações

Bolsonaro lamenta vitória de Fernandéz e diz que não vai cumprimentar o presidente eleito da Argentina

Bolsonaro lamenta vitória de Fernandéz e diz que não vai cumprimentar o presidente eleito da Argentina
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Bolsonaro lamenta vitória de Fernandéz e diz que não vai cumprimentar o presidente eleito da Argentina

ABU DHABI — O presidente Jair Bolsonaro, em viagem ao Oriente Médio, lamentou a derrota de Mauricio Macri nas eleições da Argentina, realizadas no domingo, e foi enfático em sua despedida de Abu Dhabi:

— Eu lamento. Não tenho bola de cristal, mas acho que os argentinos escolheram mal. O primeiro ato do Fernández foi Lula Livre , dizendo que ele está preso injustamente. Já disse a que veio, sem contar que tem gente de esquerda lá — disse o presidente, comentando o post do peronista nas redes sociais.

Em um final de semana conturbado no continente, com revoltas populares no Chile e uma surpreendente eleição na Colômbia,  no momento em que Bolsonaro está em um giro pela Ásia e Oriente Médio, o presidente afirmou categoricamente que não cumprimentará Alberto Fernández.

—  Não vou cumprimentar. Mas não vamos nos indispor. Ele vai assumir, vai tomar pé do que está acontecendo e vamos ver como vai se comportar — afirmou.

Bolsonaro lembrou que, quando Fernandez " esteve com o Lula em Curitiba ”, o peronista disse que sairia do Mercosul. O presidente brasileiro, porém, acredita que tudo segue como está no bloco econômico latino-americano. Bolsonaro comentou ainda sobre a a crise na Argentina e ressaltou que a situação não vai bem.

— Ouvi falar que muitas empresas vão retirar capital de lá — afirmou.

O presidente brasileiro admitiu ainda a possibilidade de retirar a Argentina do Mercosul . E acusou a Venezuela de estar ‘influenciando o continente”.

— Na Argentina as reformas do Macri não deram certo, mas o povo colocou lá quem colocou o país no buraco — disse.

O presidente afirmou ainda que "a esquerda nunca morreu".

— O livro do Carlos Alberto Ulstra mostra quem financiava o regime na época. Eu conheci a luta armada em 70 — disse, citando o militar morto em 2015 e que foi condenado em segunda instância por tortura durante a ditadura.

 

FONTE: O Globo






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