Anvisa procura empresas ainda sem registro para fornecerem ‘kit entubação’ com receio de desabastecimento

Preocupada com a crise de abastecimento no Brasil dos remédios que compõe o chamado “kit entubação”, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nota nesta sexta-feira (19) esclarecendo que mesmo empresas fornecedoras do insumo ainda sem registro devem entrar em contato com o órgão.

Segundo a Anvisa, o objetivo da medida é o de aumentar a oferta de anestésicos injetáveis, relaxantes musculares e sedativos, medicamentos usados em procedimentos como a entubação, essencial para pacientes graves da Covid-19 internados em UTI.

“(…) destacamos que empresas que estejam desenvolvendo medicamentos que possam ser utilizados no manejo clínico da Covid-19, mesmo que ainda não tenham peticionado o registro, devem entrar em contato com a Agência caso tenham condições de fornecer os produtos em curto prazo, apresentando as provas de eficácia, segurança e qualidade das quais a empresa já dispõe e quais provas ainda faltam para que o dossiê de registro esteja completo. A Anvisa poderá, mediante uma avaliação de benefício-risco realizada por um Comitê interno, conceder um registro desses medicamentos mediante termo de compromisso para apresentação de provas posteriores”, diz a nota informativa da Anvisa.

 

 

A nota também informa que a agência fará uma varredura nas petições de registro já protocoladas e não concluídas e poderá retirar as petições da fila fora da ordem cronológica ou realizar uma aprovação, mediante termo de compromisso, para aumentar a oferta desses produtos neste momento no país.

Crise de medicamentos e oxigênio

Conforme apurou o Jornal Nacional, governadores, prefeitos e profissionais da saúde tem informado sobre a iminente falta de medicamentos para intubação de pacientes em UTIs. O chamado kit intubação – com medicamentos para anestesia, sedação e relaxamento muscular – está quase zerado e em grande parte do país e pode não durar os próximos 20 dias.

O Fórum de Governadores e a Frente Nacional de Prefeitos endereçaram ofícios ao presidente Jair Bolsonaro e ao futuro ministro Queiroga, pedindo providências imediatas para solucionar a falta de oxigênio e de medicamentos para o enfrentamento à Covid; que a União reforce a aquisição dos medicamentos e também determine o redirecionamento de insumos e produtos – citam como exemplo a indústria metalúrgica, que usa oxigênio com o mesmo grau de pureza do hospitalar.

Em resposta ao Jornal Nacional, o Ministério da Saúde informou que fez, na quarta-feira (17), uma requisição administrativa de 665.507 medicamentos para intubação para um período de 15 dias.

Fonte: G1
Nada para mostrar aqui

Deixe um comentário

Posts Relacionados